
O Mercado Livre de Energia permite que empresas habilitadas negociem a compra de energia diretamente com fornecedores, escolhendo condições como preço, prazo e quantidade contratada.
Para um empreendimento corporativo, essa possibilidade representa uma oportunidade real de reduzir custos. Mas a economia não começa na assinatura de um contrato. Ela começa entendendo quanto o empreendimento consome e se existe, de fato, espaço para melhorar a contratação.
Por isso, antes de migrar, vale seguir quatro passos.
O que muda quando o empreendimento migra
Antes dos passos, vale esclarecer um ponto que costuma gerar confusão: migrar para o Mercado Livre de Energia não significa trocar de rede.
A distribuidora local continua responsável pela infraestrutura, pela entrega da energia até a unidade consumidora e pelo atendimento em caso de falta de luz. O que muda é de quem o empreendimento compra a energia e em que condições.
Na prática, a conta passa a ter duas partes: o uso do sistema de distribuição, pago à distribuidora, e a energia propriamente dita, contratada no mercado livre. É nessa segunda parte que está o espaço de negociação.
1. Entenda quanto seu empreendimento gasta com energia
O primeiro passo é olhar para o histórico de consumo e entender quanto a energia representa nos custos da operação.
Também é importante observar como o consumo se comporta ao longo do tempo, considerando horários de funcionamento, ocupação, equipamentos e possíveis variações.
Sem esse diagnóstico, fica difícil saber qual é o potencial de economia ou comparar corretamente uma nova condição de contratação.
2. Verifique se sua empresa pode migrar
Desde 1º de janeiro de 2024, consumidores conectados em média e alta tensão, classificados no Grupo A, podem escolher seu fornecedor de energia, independentemente da demanda contratada.
Para consumidores comerciais e industriais de baixa tensão, a abertura está prevista para 25 de novembro de 2027. Os demais consumidores, incluindo os residenciais, poderão migrar a partir de 25 de novembro de 2028. As datas foram definidas pelo Decreto 13.097/2026, que regulamentou a Lei 15.269/2025.
Saber em qual grupo o empreendimento está é essencial para entender quais alternativas estão disponíveis hoje e quais podem ser avaliadas no futuro.
3. Compare as condições antes de contratar
No Mercado Livre de Energia, preço é apenas uma parte da análise.
É preciso avaliar prazo, quantidade contratada, fonte da energia e demais características do contrato, sempre considerando o perfil de consumo do empreendimento.
A conta também inclui os custos da própria migração: adesão e contribuição à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), representação por um agente comercializador ou varejista e, em alguns casos, adequação do sistema de medição. Esses valores precisam entrar na comparação, e não apenas o preço do megawatt-hora.
Quando a análise é feita de forma estruturada, os possíveis ganhos deixam de ser uma estimativa genérica e passam a ser calculados para aquele empreendimento.
4. Acompanhe o resultado depois da migração
A gestão não termina quando o contrato é assinado.
O consumo precisa continuar sendo acompanhado para verificar se o empreendimento está alcançando os resultados esperados e identificar novas oportunidades de eficiência.
A experiência da Innova mostra o impacto que essa análise gera. Nos ativos em que a migração para o Mercado Livre de Energia foi realizada com apoio da empresa, já foram registrados redução de até 30% no consumo de energia, economia de R$ 800 mil por ano em um único ativo e redução de 5% no custo por metro quadrado da taxa condominial.
Esses resultados são específicos dos ativos analisados e não representam uma economia garantida para todos os empreendimentos.
Como a Innova apoia esse processo
Na Innova, a análise do Mercado Livre de Energia faz parte de uma visão mais ampla sobre os custos e a eficiência da operação.
A partir dos dados de consumo e das características de cada empreendimento, identificamos oportunidades, avaliamos alternativas e acompanhamos os resultados para apoiar decisões mais eficientes.
Porque reduzir custos com energia não começa pela migração. Começa por entender se existe uma oportunidade e quanto ela representa para o seu empreendimento. Fale com um especialista da Innova.

