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Retrofit de edifícios: o que é e quando vale a pena requalificar

Obra de retrofit de edifícios com fachada em processo de requalificação

Basta caminhar pelo centro de São Paulo para encontrar edificações com ótima localização, mas subutilizadas ou abandonadas. Muitas têm estrutura sólida e um endereço que dificilmente se repete. O que falta é atualização.

É aí que entra o retrofit de edifícios: a requalificação de uma construção existente para devolvê-la ao uso, com sistemas modernizados e, em muitos casos, uma finalidade diferente da original.

O que é retrofit de edifícios

O retrofit de edifícios é a reforma que atualiza uma edificação sem demoli-la. A estrutura é preservada, e o que muda são os sistemas, os acabamentos, a envoltória e, quando é o caso, o próprio uso do imóvel.

Na prática, os projetos costumam envolver quatro frentes. A modernização de sistemas prediais, como elétrica, hidráulica, climatização, elevadores e combate a incêndio, que são o que mais envelhece em uma construção. A atualização da fachada e da envoltória, com impacto direto no consumo de energia. A adequação às normas atuais, incluindo acessibilidade e segurança. E a mudança de uso, quando um edifício de escritórios passa a abrigar moradia ou uso misto.

Quando o retrofit de edifícios compensa

Nem toda edificação antiga é candidata. A decisão depende de alguns fatores.

A localização precisa valer o investimento. Endereços consolidados, com infraestrutura urbana e transporte, sustentam o custo da obra. Em regiões sem demanda, o retrofit dificilmente se paga.

A estrutura precisa estar íntegra. Laudo estrutural é o primeiro passo. Se a fundação e a estrutura estão comprometidas, a conta muda completamente.

O novo uso precisa ter mercado. Converter escritórios em moradia faz sentido onde há demanda habitacional. Em outro contexto, pode ser melhor requalificar mantendo o uso corporativo.

Quando esses três pontos se alinham, o retrofit de edifícios costuma ser mais rápido e menos custoso que uma obra nova, além de evitar o volume de resíduos gerado por uma demolição.

Os incentivos em São Paulo

O município criou em 2021 o Programa Requalifica Centro, pela Lei 17.577, que concede incentivos fiscais ao retrofit de edifícios antigos na região central.

O programa alcança imóveis construídos até 23 de setembro de 1992, ou licenciados pela legislação vigente até essa data, localizados em um perímetro de cerca de 6,4 km² no centro. Entre os benefícios estão a remissão de créditos de IPTU, isenção do imposto nos três primeiros anos após a conclusão da obra, alíquotas progressivas nos cinco anos seguintes, redução do ISS para 2% nos serviços da requalificação, isenção de ITBI e de taxas municipais por cinco anos.

Há ainda benefícios urbanísticos, como a dispensa do pagamento de outorga onerosa em caso de mudança de uso da edificação.

O que era burocracia acabou endereçado por decretos posteriores, que criaram procedimentos mais ágeis de análise. Dezenas de projetos já foram aprovados no programa, com destino residencial, comercial e de serviços.

O que muda na operação depois do retrofit de edifícios

Aqui está a parte que costuma ficar de fora do debate. Um edifício requalificado tem sistemas novos, e isso muda a rotina de quem administra.

A manutenção passa a ser preventiva, com equipamentos em início de vida útil e garantias a acompanhar. O consumo de água e energia cai, o que altera o custo condominial. E, quando há mudança para uso misto, a governança fica mais complexa, com públicos, acessos e horários distintos no mesmo endereço.

Esses pontos precisam ser planejados durante a obra, não depois. Definir a estrutura de gestão, os contratos de manutenção e os indicadores de acompanhamento enquanto o projeto ainda está em curso evita que um ativo recém-requalificado volte a se deteriorar em poucos anos.

Como a Innova atua em empreendimentos requalificados

Na Gestão Imobiliária, a Innova acompanha o desempenho do ativo e apoia proprietários e investidores nas decisões sobre ocupação, contratos e estratégia. No gerenciamento de propriedades, estrutura a operação do empreendimento depois que ele entra em uso, com manutenção, fornecedores, custos e indicadores integrados.

Quer avaliar o potencial de retrofit de edifícios no seu portfólio ou estruturar a gestão de um empreendimento requalificado? Fale com um especialista da Innova.